Publicado em 25/09/2016 às 16:00 · Descobertas

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ONG carioca pretende integrar refugiados por meio de feira cultural

Os brasileiros são conhecidos por sua receptividade e solidariedade aos que chegam ao país. A ONG carioca Cáritas é a prova disso! No dia 8 de outubro, a instituição promoverá uma feira, no Clube Orfeão Português, no bairro Maracanã, Rio de Janeiro, com o objetivo de divulgar o trabalho que faz, integrar os refugiados e arrecadar fundos para a reforma do seu espaço. O evento terá uma programação diversificada, com brincadeiras para a criançada e atividades culturais, com o intuito de desmitificar alguns preconceitos por certas culturas, além da venda de comidas típicas e artesanato feitos pelos refugiados.

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A ONG promoverá uma feira cultural com o intuito de integrar os refugiados (foto: divulgação)

Na década de 70, vários países da América do Sul estavam sob o comando do regime militar e algumas pessoas passaram a ser perseguidas e, como única alternativa, fugiam para outros países. Um grupo de chilenos fugiu para o Rio de Janeiro e pediu ajuda ao então arcebispo da cidade, Dom Eugênio Sales, que, devido a esse episódio, decidiu instalar um serviço permanente de assistência aos refugiados, fundando a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, primeira instituição de atendimento aos refugiados no Brasil.

Há 40 anos a ONG acolhe refugiados de diversos países, ajudando na proteção e na integração deles, com o apoio do Ministério da Justiça, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ). Assim que chegam à instituição, eles recebem alimentação, saúde, higiene, roupas e, claro, contam com um abrigo. A Cáritas auxilia os refugiados a obter e regularizar os documentos e promove programas com o intuito de integrá-los à sociedade para torná-los autossuficientes.

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Há 40 anos a ONG Cáritas atua no acolhimento dos refugiados e de sua família (foto: divulgação) 

A maior dificuldade dos refugiados no país é conseguir um emprego. Ainda assim, quando conseguem, são sempre trabalhos de pouca qualificação e salário baixíssimo. Existem alguns refugiados com diplomas de direito, engenharia, arquitetura e até medicina, mas sobrevivem vendendo comida e artesanato típicos de seus países nas ruas. Por causa disso, a Cáritas, juntamente com a Faculdade de Letras e com o Instituto de Educação da Uerj, oferece curso de português para que eles possam se adaptar, interagir com os cidadãos da cidade e se inserir no mercado de trabalho. A instituição também oferece cursos de artesanato para as mulheres, grupos de orientação sobre mercado de trabalho, acompanhamento psicológico, bem como auxílio financeiro emergencial e distribuição de cesta básica.

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Além de oferecer abrigo, a ONG disponibiliza cursos de português para que os refugiados consigam se inserir no mercado de trabalho (foto: divulgação)

Em parceria com a Cáritas, existe o projeto Abraço Cultural, um curso de idiomas e cultura com professores refugiados. “A ideia nasceu em São Paulo, na Copa dos Refugiados, em 2014, com o objetivo de dar mais visibilidade à causa do refúgio. Durante esse evento, observamos que muitos dos refugiados que chegavam ao Brasil eram bem qualificados e estavam com dificuldades para se inserir no mercado de trabalho e também culturalmente. No início era um sonho, mas, com muito trabalho e ajuda de parceiros e voluntários, as aulas começaram em São Paulo, em julho de 2015. No Rio de Janeiro, as primeiras turmas começaram em março deste ano e foram um enorme sucesso”, explica Tatiana Rodrigues, coordenadora do Abraço Cultural do Rio de Janeiro. No momento, o projeto conta com 10 professores que ensinam árabe, espanhol, francês e inglês.

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Os elementos culturais também estão presentes nas aulas, que vão muito além das salas (foto: Eduardo Guerrero / divulgação)

Hoje, a Cáritas ajuda cerca de 4,3 mil pessoas, que chegam por meio de indicação de outros refugiados ou encaminhados pela polícia, sendo 1,7 mil refugiados reconhecidos e mais de 2 mil solicitantes de refúgio. Essas pessoas são originárias de mais de 60 países, incluindo Ucrânia, Afeganistão, Colômbia, Nigéria e Iraque, mas, atualmente, os refugiados têm vindo principalmente da Síria, da República Democrática do Congo, da Venezuela e da Angola.

Para quem tiver interesse em ajudar com trabalho voluntário, doação financeira ou qualquer outro auxílio, pode entrar em contato com a instituição pelo e-mail alves@caritas-rj.org.br.

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