Publicado em 02/02/2017 às 14:00 · Bem-estar

Plano B
Conheça outros métodos contraceptivos, além das famosas pílulas anticoncepcionais

Atualmente existem diversos métodos contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada ou controlar a conhecida TPM. Eles podem ser simples e funcionar com eficácia, porém devem ser usados de forma correta. Alguns até trazem efeitos colaterais indesejáveis para o corpo da mulher. Por isso, que tal fazermos uma revisão sobre os principais métodos anticoncepcionais? Quem nos ajudou nessa tarefa foi a ginecologista Andrea Godoy, do Hospital Moriah, localizado em Moema, São Paulo.

Injeção

Assim como a pílula anticoncepcional, as injeções liberam hormônios no corpo para não haver ovulação. “As injeções são depósitos mensais ou trimestrais somente com progesterona, promovendo um bloqueio excelente. São ótimas para serem usadas no pós-parto e também por pacientes que tenham problemas gástricos”, conta Andrea. Com 99,9% de eficácia, se utilizadas corretamente, as injeções são anticoncepcionais injetáveis no músculo que, aos poucos, liberam hormônios que impedem a ovulação.

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Para não haver ovulação, a injeção libera hormônios no corpo da mulher

Adesivos

O bloqueio hormonal dos anticoncepcionais pode ser obtido por várias vias, e uma delas é com o adesivo. Colados sob a pele do braço, costas, virilha ou nádegas na primeira semana do ciclo menstrual, eles prometem 99,7% de eficácia. “Os adesivos têm a vantagem de serem absorvidos através da pele, não necessitando passar pelo trato gastrointestinal nem metabolizados pelo fígado. Eles são bem práticos porque a aplicação é semanal, mas podem ocorrer reações alérgicas à sua cola”, conta a ginecologista.

Anel vaginal

Assim como os adesivos, o anel vaginal não tem passagem pelo intestino ou fígado. Feito de silicone flexível e transparente, ele combina dois tipos de hormônios, o estrogênio e o progesterona, que são liberados continuamente. Porém a médica alerta que é preciso saber usá-los para a eficácia de 99,7% seja completa. “É bom se acostumar com a colocação ou a retirada, pois, após três semanas, deve haver uma pausa para acontecer a menstruação”, ressalta Andrea.

Implante

Com duração de três anos e cada vez mais popular entre as mulheres que não desejam menstruar, o implante é um pequeno bastão de 4 cm de comprimento que é colocado por baixo da pele. Segundo a ginecologista, este é um dos métodos mais seguros em relação à eficácia: 99,9%, e é considerado o verdadeiro chip da beleza. Ainda de acordo com Andrea, “ele pode conferir outros benefícios, como efeitos anabolizantes, aumento de massa muscular, diminuição do IMC, além do controle da TPM”.

Diafragma

Parecido com o anel vaginal, o diafragma é uma cúpula feita de silicone ou látex flexível, com medidas variáveis, colocado pela vagina. De acordo com a ginecologista, é preciso tomar alguns cuidados importantes. “As mulheres que optam por este método devem se habituar a tirar e pôr o diafragma, checar sempre se está bem colocado, cuidar da lavagem e secagem e guardá-lo em condições próprias. Ainda é preciso ter a preocupação de sempre colocá-lo seis horas antes do ato sexual”.

DIU

Com vantagem de não ser condicionado ao ato sexual, o DIU possui índice de segurança semelhante ao da pílula. Podendo ser de cobre ou hormonal de progesterona, sua duração é de 5 a 10 anos. “Com ele, a paciente menstrua, tem baixo custo e, com isso, muita procura. Usado para tratamento de endometriose e controle de miomas uterinos, em 70% dos casos ocorre a parada da menstruação”, comenta a ginecologista. Com colocação feita ambulatorialmente, a ginecologista ressalta para o perigo de infecções. “É sempre bom estar com os exames em dia, mesmo que não haja problema aparente, pois ele pode causar infecção por ser um corpo estranho”, completa.

Agora que já entendemos um pouco como funcionam, os prós e contras de cada um, podemos escolher com segurança o método com o qual mais nos identificamos. Mas a ginecologista ressalta: “é necessário sempre a consulta com um médico especializado, principalmente em casos de dúvidas”.

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Algumas mulheres ainda se baseiam no temperatura do corpo para evitar um gravidez indesejada

Métodos naturais

Ainda hoje é comum existir mulheres se assegurando em métodos naturais, ou seja, os que se baseiam na percepção do corpo com as modificações ovulatórias, como a temperatura brasal, tabelinha ou coito interrompido. “A mudança da temperatura se eleva pouco antes e durante o pico ovulatório e alterações da consistência do muco cervival, porém necessitam de muita disciplina para serem usados no cotidiano e tem alto índice de falha”, conta a ginecologista, que continua, “seguir a tabelinha é o mesmo que evitar relação sexual no período fértil, mas para obter sucesso, os ciclos devem ser muito regulares”. Sobre o coito interrompido, Andrea revela que o índice de falha é alto. “O coito interrompido além de ter falha de 40%, pode ocasionar disfunção sexual do casal. E é importante lembrar que no pré-ejaculado já tem espermatozóide”.

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Com 100% de eficácia, a camisinha continua sendo o método contraceptivo mais comum

Camisinha

Além de evitar doenças sexualmente transmissíveis, a camisinha, tanto feminina quanto masculina, tem 100% de eficácia. A ginecologista só alerta: “Os dois métodos são complementares para anticoncepção, mas não devem ser utilizados juntos, pois há risco de ruptura”.

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Assim como o preservativo masculino, a versão para mulheres também protege contra DST’s 

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