Publicado em 02/04/2017 às 14:00 · Cultura

Encontro de peso
Cinco momentos em que a arte e a moda se encontraram e o resultado foi incrível

O grande dilema para descobrir se a moda é ou não considerada arte existe até hoje. Nós não temos a resposta, mas podemos dizer que as duas coisas combinam perfeitamente. Vira e mexe, está lá uma característica da arte em uma coleção ou em um desfile na passarela e, por esse motivo, relembramos cinco momentos em que moda e arte se encontraram e deram o que falar.

Yves Klein

O artista francês Yves Klein inovou ao criar sua própria cor, o International Klein Blue (IKB). Um feito memorável incorporado ao mundo da moda. Klein se inspirou no lápis lazúli usado na obra “Madona do Cravo”, de Leonardo Da Vinci, que retratou o céu de Nice em um de seus trabalhos. Desde então, o IKB reinou em suas obras, e Klein ficou conhecido pela característica monocromática delas. Nas passarelas, o tom já deu as caras em desfiles de marcas como Stella Mc Cartney, Elie Saab, Hermès e Gucci.

Desfile da coleção primavera/verão Stella McCartney na Paris Fashion Week 2016

Viktor e Rolf

O estilo cubista de Picasso foi a principal influência dos estilistas holandeses Viktor Horsting e Rolf Snoeren, da marca Viktor & Rolf, no desfile da coleção primavera-verão 2016: colagem de rostos em tecido branco, babados, polígonos e rostos cubitas. Na passarela, as modelos pareciam verdadeiras obras de artes ambulantes usando peças que chegaram até a cobrir seus rostos.

Essa não foi a primeira vez que a dupla bebeu da fonte de um artista influente para desenvolver uma coleção. Em 2015, para compor a coleção primavera-verão, eles buscaram inspiração nas obras do artista pós-impressionista Vincent van Gogh. Influenciados pelas obras de zona rural do pintor, criaram uma coleção com peças “buquê”, combinando elementos orgânicos com volumes gráficos abstratos.

Alexander McQueen

Uma modelo está no meio da passarela com um vestido branco, ao som de Mozart, rodeada por robôs com braços mecânicos que picham o vestido com tintas amarela e preta. Assim foi o desfile da coleção primavera-verão de 1999, intitulada “Nº. 13”, do estilista britânico Alexander McQueen, na época à frente da Givenchy. A performance fez referência à obra impressionista e abstrata de Jackson Pollock, em um desfile memorável na história da moda e da arte.

Yves Saint Laurent

Em 1965, Yves Saint Laurent reinventou a moda ao se inspirar nas obras do pintor holandês Piet Mondrian. As linhas e os blocos de cores serviram de inspiração para a criação do vestido que mudou a moda: o icônico vestido Mondrian.

Anos mais tarde, Saint Laurent também buscou inspiração em outros artistas, como Monet, Van Gogh e Tom Wesselmann.

Louis Vuitton

Em parceria com o artista Yayoi Kusama, a grife Louis Vuitton lançou, em 2012, uma coleção totalmente inspirada nas bolinhas da artista japonesa, a “Infinitely Kusama”. Entre as peças estavam roupas, acessórios e, claro, bolsas. Esse não foi o primeiro encontro de Yayoi com a moda. Nos anos 60, quando ainda morava em Nova York, ela abriu a Kusama Fashion Company, onde vendia vestidos e tecidos com estampas de bolinhas.

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