Publicado em 21/12/2016 às 17:00 · Estilo

Compra sem culpa
Marca de moda praia sustentável surge no Brasil com produtos feitos com tecidos biodegradáveis
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Com proposta ecológica, Emi Beachwear produz biquínis e maios com tecido biodegradável (foto: divulgação)

Cuidar da natureza e protegê-la parece que se tornou uma das prioridades na indústria da moda, e o meio ambiente agradece. Com a sustentabilidade em pauta, o assunto não poderia ser outro. No início deste ano, em janeiro, abraçando a natureza, a marca de moda praia Emi Beachwear nasceu com uma proposta de utilizar tecido biodegradável na produção de suas peças.

É comum trocar de biquíni ou maiô todos os anos e, com isso, o número dessas peças acaba crescendo progressivamente no guarda-roupa, não é verdade? O problema é que a maioria dos biquínis e maiôs existente no mercado é feita de tecido sintético que leva, em média, de 100 a 300 anos para se decompor. Anna Luiza Vasconcellos, estilista da Emi Beachwear, conta que o tecido biodegradável atinge muito menos a natureza. “É difícil acreditar que um tecido leve mais tempo para se decompor do que a gente tem de vida. Como sempre fui ligada ao meio ambiente, resolvi criar uma marca de moda praia com biquínis e maiôs sustentáveis feitos com tecido biodegradável que leva cerca de quatro anos para se decompor”.

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A marca nasceu de um projeto que a estilista desenvolveu ainda na universidade (foto: divulgação)

Segundo Anna Luiza, o tecido dos biquínis e maiôs é de 87% de poliamida e 13% de elastano. “Essa poliamida que usamos é diferente porque ela não é encapada, e isso significa que demora muito menos tempo para se decompor na natureza do que um tecido comum”, explica. Feitas à mão, as peças praianas são difíceis de serem produzidas, pois segundo Anna Luiza o tecido é mais difícil de se trabalhar, além de ter um custo mais elevado.

Com entregas para todo o Brasil, a Emi Beachwear se juntou à Malha, espaço colaborativo de moda no Rio, no início deste ano. “Eu morei um tempo em Londres e foi lá que peguei mesmo o gosto pela sustentabilidade. Quando voltei ao Brasil, fiz um projeto na PUC, universidade em que estudava, sobre um marca de tecido biodegradável. Fomos crescendo e nos juntamos à Malha porque, além de conhecer o André Carvalhal, achei superinteressante a proposta deles para uma empresa pequena como a minha”, conta a estilista e idealizadora da marca.

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Um tecido sintético pode demorar até cem vezes mais tempo para se decompor na natureza do que o biodegradável (foto: divulgação)

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